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A paz esta próxima

- Casa é destruida durante o avanço de tanques israelenses
O Gabinete de Israel decide hoje em conselho se irá interromper os ataques ao grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza. Se votar pelo cessar-fogo, Israel irá interromper unilateralmente o ataque, mas manterá suas tropas em Gaza. O Hamas já manifestou que, mesmo que Israel pare de bombardear Gaza, irá continuar seus ataques às tropas e a cidades israelenses.
A suspensão só deverá ocorrer se o conselho concluir que atingiu seus objetivos principais em Gaza, mas a ministra de assuntos internacionais de Israel Tizpi Livni, avisou que se os ataques do Hamas a cidades israelenses continuarem, Israel retomará a ofensiva.
“Se o Hamas atacar, nos teremos que continuar (a ofensiva). E se mais tarde eles voltarem a atacar novamente, nós teremos que liderar uma nova campanha (contra o Hamas).” Disse a ministra Livni.
Paralelamente ao acordo unilateral de Israel, o Egito vem tentando tecer um acordo entre o Hamas e Israel para um cessar-fogo bilateral. O líder político do Hamas, Khaled Meshaal, já se manifestou contra o acordo proposto pelo Egito, entretanto uma delegação do grupo foi enviada à terra dos faraós para discutir a oferta. Segundo autoridades egípcias, outro líder do Hamas, Ayaman Taha, teria dito que o grupo aceita o acordo. Israel também teria aceitado os termos do acordo.
Pela proposta o acordo seria dividido em três fases. Na primeira, ambos os lados concordariam com um cessar-fogo e Israel teria 48 horas para retirar suas tropas de Gaza. Na segunda fase o Egito se comprometeria a destruir os túneis clandestinos que ligam Gaza a Península do Sinai e são utilizados pelos terroristas para transporte de armas, vindas do Irã, para a Faixa de Gaza. Equipes internacionais, com a ajuda do EUA vigiariam a região para evitar que mais equipamentos de guerra entrem na região.Na terceira fase Israel poria fim ao bloqueio que promove a 18 meses nas fronteiras de Gaza, permitindo a entrada de ajuda humanitária e o desenvolvimento do comércio na região. O Hamas concordaria em não lançar nenhum foguete em direção a Israel por um ano.
A despeito das negociações os conflitos em Gaza continuaram nessa sexta-feira. Uma escola da UNRWA foi atacada e dois irmãos morreram, 14 pessoas ficaram feridas, incluindo a mãe deles.
Até agora o numero de mortos na faixa de Gaza já chega a 1,2 mil palestinos. O número de feridos passa de cinco mil.
Israel, Hamas e a ONU
E segue o conflito ente o exército israelense e o Hamas na Faixa de Gaza. Nessa sexta-feira ( 9 ), primeiro dia após a decisão da ONU de suspender a ajuda humanitária aos palestinos em Gaza, Israel e Hamas decidiram ignorar a resolução da ONU que pedia o fim imediato do conflito, a retirada das tropas de Israel de Gaza e a entrada de ajuda humanitária no território palestino.
A resolução da ONU foi divulgada na noite de quinta ( 8 ) quando o conselho se reuniu para formalizar a posição da ONU sobre o conflito. Ela foi aprovada por 14 votos a favor com uma abstenção dos Estados Unidos. No texto a ONU assinala a “urgência” para o fim do conflito e “faz um apelo ao cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado, que leve à completa retirada das forças israelenses de Gaza.”
Os argumentos do Hamas para rejeitar a resolução, segundo Raafat Morra, dirigente do movimento islâmico são de que “Esta resolução não leva em conta as aspirações nem os principais objetivos do povo palestino”. Ayama Taha, um alto dirigente do Hamas havia afirmado que a resolução não levava em conta a visão, nem os interesses do povo palestino, e que a ONU não consultou os palestinos sobre a resolução.
“Em consequência, consideramos que a resolução não nos diz respeito e, quando as partes pretenderem aplicá-la, deverão tratar com os que são responsáveis pela região”, acrescentou Taha.
Já Israel afirmou que não vai interromper a invasão enquanto o Hamas não parar de lançar mísseis contra o território judeu, e que a invasão é uma forma de defender Israel e o povo judeu. “O lançamento de foguetes nesta manhã só mostra que a decisão da ONU é impraticável e não será cumprida pelas organizações palestinas assassinas”, disse o primeiro ministro de Israel Ehud Olmert.
Em resposta o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, telefonou para o premiê de israel para demonstrar sua decepção quanto a negativa do estado de Israel em relação ao cessar-fogo.